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Com a falta de pagamento da Prefeitura de Cubatão , as 13 mil pessoas da Caixa de Previdência estão tendo dificuldades de marcar consultas,exames e procedimentos clínicos…

Publicado Por | 04/05/2012 | 0
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Sexta-feira, 4 de maio de 2012 – 23h24

Cubatão

Usuários da Caixa de Previdência têm dificuldades para marcar consultas

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Cerca de 13 mil pessoas atendidas pelo convênio médico da Caixa de Previdência dos Servidores Municipais de Cubatão estão tendo dificuldades para marcar consultas, exames e outros procedimentos clínicos. O problema é que a autarquia não pagou débitos do mês passado refentes aos gastos com a saúde do funcionalismo e seus dependentes.
Devido a isso, médicos e clínicas estão se recusando a atender os mutuários da Caixa.

Superintendente da Caixa de Previdência, Adalberto Ferreira explica que o problema se deve ao formato do convênio atual, que não é autossustentável. “No ano passado, a diferença mensal entre o que a gente arrecadou em Saúde e o que foi gasto chegou a R$ 500 mil ao mês”, explicou Adalberto. Segundo ele, os repasses que devem ser feitos pela Prefeitura estão em dia, mas só isso não é suficiente.

De acordo com superintendente, dos 13 mil conveniados, apenas 6 mil são funcionários da ativa ou inativos que contribuem para a Caixa de Previdência, o restante é dependente. “É preciso enxugar esse sistema. Para se ter uma ideia, por mês, são realizadas 4.500 consultas, todas pagas pelo convênio”.

Para o superintendente, o convênio dos servidores está defasado. “O nosso sistema de Saúde foi criado em uma época onde o poder de compra do salário do servidor era muito maior e os planos de Saúde ainda estavam começando e custavam muito menos”.

Mudar as regras

De forma emergencial, o Conselho Administrativo da Caixa aprovou que a Prefeitura dê um aporte de R$ 2,5 milhões para a autarquia arcar com as suas dívidas e elaborou um plano com 13 itens para reformular o formato do plano de Saúde dos servidores. A proposta já está na mesa da prefeita Marcia Rosa e, para ser validada, deve ser encaminhado à Câmara dos Vereadores como um Projeto de Lei (PL) para ser aprovado.

Entre as propostas estão a cobrança de contribuição para dependentes (R$ 30,00 por pessoa); a ampliação do percentual de contribuição feita pela Prefeitura; dobrar a contribuição hoje paga pelos funcionários em cargos comissionados; não admitir dependentes que já estão vinculados a outros planos de saúde; e a suspensão parcial e temporária (60 dias) de cirurgias eletivas e exames de alto custo para haver diminuição imediata nos gastos. “Precisamos resolver esse problema, que se arrasta há anos”, resumiu Adalberto Ferreira.

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Categoria: Artigo, Comportamento, Cubatão, Geral, Saúde

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