17:40 pm - terça-feira, 12 dezembro , 2017

Bisneto do construtor da ferrovia Santos – Jundiaí visita Paranapiacaba

Publicado Por | 06/08/2016 | 0
Roger Fox e Dafne visitaram a Vila ferroviária de Santo André nesta quinta-feira
Crédito: Divulgação/PSA
Roger Fox e Dafne visitaram a Vila ferroviária de Santo André nesta quinta-feira Crédito: Divulgação/PSA

Aos 84 anos, Roger Fox se emociona ao visitar o local onde o bisavô esteve 150 anos atrás

Roger Fox e Dafne visitaram a Vila ferroviária de Santo André nesta quinta-feira Crédito: Divulgação/PSA

Roger Fox e Dafne visitaram a Vila ferroviária de Santo André nesta quinta-feira
Crédito: Divulgação/PSA

A Vila de Paranapiacaba recebeu uma visita ilustre e inesperada nesta quinta-feira. Roger Fox, bisneto de Daniel M. Fox, engenheiro responsável pela construção da ferrovia pioneira no Estado de São Paulo, na década de 1860, esteve no local e conheceu, entre outros espaços, o Museu Funicular, que abriga vagões, locomotivas e máquinas da antiga ferrovia, a Casa Fox, casa-geminada de trabalhadores da ferrovia restauradas pela Prefeitura, o Clube União Lyra-Serrano, espaço de lazer dos trabalhadores da ferrovia, e o Museu Castelo, casa dos antigos engenheiros-chefes da ferrovia.

Aos 84 anos, o visitante, que mora em Carlisle, no norte da Inglaterra, estava acompanhado de sua filha, Dafne, de 58 anos, e que atualmente mora na Alemanha. A vinda à Paranapiacaba foi feita especialmente para conhecer o local onde o bisavô comandou a construção da obra que permitiu superar a grande muralha que representava a Serra do Mar. A ferrovia, inaugurada em 1867, ligou o porto de Santos a Jundiaí, passando pela região do Grande ABC, inclusive Paranapiacaba, num total de 167 quilômetros. Com o início da operação, a ferrovia possibilitou a ampliação da capacidade do transporte do café do interior ao porto de Santos, gerando enormes riquezas que permitiram o processo de industrialização do Estado, bem como o transporte dos imigrantes que chegavam ao porto e eram levados para o trabalho nas fazendas de café.

“Estou impressionado pela escala de tamanho da construção”, disse Roger Fox. “E estou muito feliz por estar aqui e ver as enormes conquistas de meu bisavô. Eu já tinha visto fotos antigas daqui, mas nunca imaginei que estaria aqui. Andar aqui por onde ele talvez tenha andado é uma sensação incrível”, declarou.

Roger contou que não conheceu o bisavô. “Ele morreu muito antes de eu nascer, mas a sua memória está viva.” Ele também disse que o engenheiro era membro de instituições que podem abrigar documentações e cartas de seu antepassado e da ferrovia, e que seu filho mais novo e sua família podem ainda guardar alguns documentos. Leia materia original em ABC do ABC

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Categoria: Geral, Saia de Casa, Turismo

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