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MPF apura fraude de R$ 3,7 milhões no Bolsa Família

Publicado Por | 12/10/2016 | 0
Procurador André Libonati explica que investigação em Bauru é ramificação de apuração nacional  (Reprodução JCNet)
Procurador André Libonati explica que investigação em Bauru é ramificação de apuração nacional (Reprodução JCNet)

Investigação em Bauru apura concessão do benefício a pessoas falecidas e até a um morador que doou R$ 40 mil para campanha eleitoral

Procurador André Libonati explica que investigação em Bauru é ramificação de apuração nacional  (Reprodução JCNet)

Procurador André Libonati explica que investigação em Bauru é ramificação de apuração nacional (Reprodução JCNet)

O Ministério Público Federal (MPF) instaurou inquérito civil para investigar a suspeita de fraude no Programa Bolsa Família em Bauru. Segundo levantamento realizado pela 5.ª Câmara de Coordenação e Revisão – Combate à Corrupção, do MPF em Brasília (DF), o recebimento irregular do benefício na cidade pode chegar a R$ 3,792 milhões do início de 2013 até maio de 2016.

Na extensa lista sob investigação, estão 1.037 CPFs de moradores de Bauru. Entre os que teriam recebido recursos do programa no período, estão pessoas falecidas, empresários, doadores de campanha eleitoral e servidores públicos.

O inquérito foi instaurado em 3 de agosto por recomendação do MPF em Brasília, com o objetivo de identificar a existência de pagamentos sem que o beneficiário preenchesse o requisito legal de renda per capita. A iniciativa, que recebeu o nome de projeto “Raio-X Bolsa Família”, tem abrangência nacional e, na região, também ocorre em outros 20 municípios sob jurisdição da Procuradoria de Bauru.

Em todo o País, a suspeita de irregularidades totaliza mais de R$ 4 bilhões. “Não é um problema só da cidade. O conceito do programa é bom, a política de assistencialismo é importante para tirar pessoas da miséria, mas requer cuidados, porque, infelizmente, existem os aproveitadores, que fazem o cadastro com informações falsas para ter acesso a este recurso”, pontua o procurador da Tutela Coletiva André Libonati, responsável pelos 21 inquéritos da região.

Atualmente, podem receber o beneficio famílias com renda mensal de até R$ 85,00 per capita, mas, se o núcleo familiar for composto por gestantes, mães em período de amamentação ou crianças e adolescentes, o limite sobe para R$ 170,00. Leia materia completa em JCNet

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Categoria: Brasil

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