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Ilhabela descarta projeto de mirante de R$ 276 mil feito por Ruy Ohtake

Publicado Por | 23/01/2017 | 0
Construção de mirante gerou polêmica em Ilhabela
(Foto: Divulgação)
Construção de mirante gerou polêmica em Ilhabela (Foto: Divulgação)

Novo governo estuda a possibilidade de ressarcimento do valor gasto.
Intenção do ex-prefeito era construir um mirante de 25 metros de altura.

O polêmico projeto do mirante idealizado por Ruy Ohtake, a pedido da Prefeitura de Ilhabela em 2016, será descartado. A nova administração informou que não pretende usar o projeto e que analisa a possibilidade de ter o ressarcimento do valor de R$ 276 mil pagos à empresa de arquitetura.

Construção de mirante gerou polêmica em Ilhabela (Foto: Divulgação)

Construção de mirante gerou polêmica em Ilhabela
(Foto: Divulgação)

A intenção do ex-prefeito Toninho Colucci (PSS) era construir um mirante de 25 metros de altura no Morro da Cruz, de frente para o canal de São Sebastião, com uma vista de norte a sul do arquipélago. A estrutura teria capacidade para receber cerca de mil turistas por dia.

“O projeto foi iniciado pela gestão anterior e a atual gestão não dará andamento ao projeto.
O processo está em análise com a Secretaria de Assuntos Jurídicos, que verifica a possibilidade do ressarcimento do valor pago”, diz nota enviada pela atual prefeitura.

Mesmo estando com o projeto pronto, se a prefeitura tivesse interesse, precisaria de autorização para poder começar a construção, já que a Justiça proibiu no ano anterior o início das obras.

Uma ação do Ministério Público contra Ilhabela e a empresa de Ruy Ohtake apontou a prefeitura comprou em outubro de 2015 o projeto do mirante sem licitação, por R$ 220 mil. O argumento dado pela prefeitura para contratação sem licitação é que trata-se de profissional renomado.

No entanto, em dezembro do mesmo ano, uma nova publicação adicionou, novamente sem licitação, um pacote extra de serviços, alterando o valor da licitação para R$ 395 mil. Estes projetos complementares visam instalações elétricas, hidráulicas, incêndio, ar condicionado e paisagismo. O caso ainda não foi julgado e a construção continua sendo proibida.

A empresa de Ruy Ohtake já recebeu a quantia de R$ 276 mil e restam R$ 118 mil para serem liberados à contratada.

Avaliação
De acordo com o Instituto Ilhabela Sustentável, que a época fez um abaixo assinado para evitar a construção do mirante, a dívida deve ser cobrada do antigo governo.

“Acho que quem deveria devolver o dinheiro deveria ser a administração anterior. O Tribunal de Contas deveria julgar como improbidade administrativa e solicitar devolução aos cofres públicos. Isso para o prefeito e secretário de obras. Já o arquiteto não tem nada a ver com a história, ele foi contratado e fez um trabalho”, disse o diretor executivo da entidade, Carlos Nunes.

Mesmo com a perda do dinheiro, o diretor defende o descarte pela nova adminstração. “Melhor perder R$ 230 mil do que R$ 3 milhões que é o projeto de execução. Vemos isso como se o município tivesse ganho R$ 2,7 milhões. É um projeto que não combina com a cidade”, conclui.

Outro lado
O ex-prefeito disse por telefone que considera um equívoco a atual administração desistir do projeto. Colucci disse que no fim do mandato entregou um mirante no Morro do Cruzeiro e que, o projeto de Ohtake tornaria o local um ponto turístico.

O escritório de de arquitetura do Ruy Ohtake também foi procurado por telefone e por e-mail pela reportagem, mas ninguém retornou até a publicação. Leia matéria original no Portal G1 Vale do Paraíba e Região

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Categoria: Economia, Litoral Norte, Turismo

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