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Guarujá: Secretaria de Saúde adota nova linha de cuidado para autistas

Publicado Por | 24/03/2017 | 0
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Segundo a Coordenadoria Municipal de Saúde Mental é possível identificar precocemente outras deficiências e transtornos, que só seriam percebidos na adolescência

Quanto mais cedo uma criança com autismo for diagnosticada, mais rápido se pode trabalhar para que ela tenha uma melhor qualidade de vida. Foi pensando nisso que a Secretaria Municipal de Saúde, por meio da Rede de Atenção Psicossocial (Raps) realiza, desde o início do ano, um novo protocolo do Ministério da Saúde: uma linha de cuidado de atenção às pessoas que possuem Transtorno do Espectro Autista (TEA).

autismo site 800x410 GUARUJAA Rede de Atenção Psicossocial trata da saúde mental e é formada pelos serviços de Atenção Básica (Unidade Básica de Saúde e Unidade de Saúde da Família), os serviços de especialidades (Centro de Atenção Psicossocial – Caps) e também de urgência e emergência.

Quando a família tem uma suspeita do autismo, a porta de entrada deste atendimento é a Atenção Básica. “Na consulta com o pediatra, o médico e sua equipe já pode identificar os sinais do TEA e a partir de uma suspeita apurada a criança é encaminhada para o Capsi”, explicou a coordenadora da Saúde Mental, Iara Bega de Paiva.

Ela afirma ainda que a linha de cuidado é tão importante que vai ser possível identificar precocemente outras deficiências e transtornos, que seriam percebidos só na adolescência. Médicos e equipe técnica da Saúde passaram por capacitação a fim de identificar os sinais do TEA e de fazer uma escuta apurada de cada caso.

Diagnóstico – No Centro de Atenção Psicossocial Infantil (Capsi) é realizado o diagnóstico através de uma equipe multidisciplinar formada por psicólogo, psiquiatra, fonoaudiólogo, terapeuta ocupacional, assistente social e enfermeira. O processo de avaliação dura em média quatro semanas, mas dependendo do caso pode demorar um pouco mais. O diagnóstico é feito através de observação direta do comportamento e de uma entrevista com os responsáveis.

“Com diagnóstico confirmado é feito um projeto terapêutico singular, que identifica a necessidade daquela criança e onde ela pode ser atendida. De acordo com o grau do autismo, ela pode ser encaminhada para a Atenção Básica, Capsi ou para Associação de Pais e Amigos dos Autistas de Guarujá (APAAG)”, explica a coordenadora do Capsi, Luciana Maria Gonçalves Gonzaga.

Tratamento conta com a parceria da família

O TEA não tem cura, mas as crianças que passam por um tratamento adequado podem alcançar uma melhor qualidade de vida e a autonomia na idade adulta. “Tem muita mãe que fica desesperada achando que não vai ter melhora. Tem que acreditar. O tratamento já começa em casa, com o engajamento da família”, afirma Vera Lucia Gonçalves, mãe do Vinicius Gonçalves de 11 anos.

Vera Lúcia percebeu que o filho tinha uma hiperatividade, gritava, não conseguia falar. Depois de passar por vários médicos, conseguiu fechar o diagnóstico e começar tratamento. “O Capsi é uma família para ele. Fico feliz com o quanto o meu filho já evoluiu. Hoje ele participou da oficina de música e já chegou todo animado”, revelou

No Capsi, os trabalhos são realizados por meio de grupos e oficinas. As crianças aprendem a trabalhar a sociabilização, afetividade e o brincar funcional. Conforme a criança vai crescendo e sua estereotipia for se modificando pode passar para outros grupos ou oficina de música e artes. A avaliação é feita de seis em seis meses. Fonte: PMG

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Categoria: Guarujá, Saúde

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