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CDHU: Famílias de Bertioga se recusam a sair da área

Publicado Por | 29/10/2011 | 2

O segundo maior empreendimento imobiliário que está sendo construído pelo Estado na Baixada Santista, ao custo de R$ 61 milhões, corre o risco de ficar parado por causa de um conflito: 11 famílias se recusam a sair de uma área onde está sendo feito um aterro.

O empreendimento, denominado Bertioga D, vai atender 1.600 famílias do maior bairro de Bertioga, o Vicente de Carvalho 2 – que será totalmente reurbanizado.

Desde o ano passado a região recebe serviços básicos de infraestrutura que já estão praticamente concluídos, como colocação de guias, sarjetas, drenagem e pavimentação. Agora, nesta segunda fase da obra, uma gleba de 20 mil m² está recebendo aterro para posteriormente abrigar 400 unidades habitacionais.

Com a execução do aterro, 51 imóveis ficaram no sopé de uma espécie de barranco. “Com as chuvas fortes que tivemos recentemente, a área ficou encharcada. Fizemos reunião com a Defesa Civil e um trecho precisou ser interditado há cerca de 40 dias”, conta o diretor regional da CDHU, Luiz Carlos Rachid, que foi prefeito de Bertioga de 1997 a 2000.

Foram feitas reuniões com a comunidade e oferecidas condições para a desocupação do local. Os cadastrados no projeto (moradores mais antigos) receberiam R$ 1.200,00 e auxílio-aluguel de R$ 400,00 por mês até que o empreendimento fique pronto.

Aos não cadastrados (que chegaram há menos tempo) foram oferecidos R$ 300,00 ao mês mais uma carta de crédito que varia de R$ 70 mil a 100 mil. “Eles podem comprar a casa onde quiserem”, afirma Rachid.

Segundo o diretor, dos 51 moradores da área, 40 aceitaram sair. Dos 11 restantes, quatro não estão cadastrados, já outros sete, que têm cadastro, terão direito a um apartamento no bairro. É o caso de Antônio Ribeiro dos Anjos, líder do grupo, que não quer sair do terreno. Segundo ele, são 18 famílias que moram no local e não aceitam as condições oferecidas pela CDHU.

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Categoria: Bertioga

2 Respostas to “CDHU: Famílias de Bertioga se recusam a sair da área”

  1. pimenta
    05/01/2012 at 3:17 PM #

    Ah tah só faltou dizer que a CDHU,”responsável” pelo aterro, prometeu, as famílias sairiam de suas casas para a nova habitação, mas isso antes de decidir jogar barro sobre elas, e que isso gerou uma tremenda insegurança com relação ao cumprimento de outras promessas como a carta de crédito. Sem falar que nunca a população residente concordou de livre e espontânea vontade com essa intervenção, mas através de coação com frases do tipo “o projeto vai ser realizado o melhor é apoiar” “é aceitar o que foi oferecido do que sair sem nada”. e não podia esquecer-me que uma simples e pequena alteração no projeto resolveria toda a covardia e segregação de direitos que vêm sofrendo o povo do Vicente de Carvalho II antiga SAOC nome que levava a região quando estava sendo ocupada contemporaneamente à gestão do então prefeito Srº Rachid.

  2. edivan
    26/10/2015 at 5:19 PM #

    A.Varios anos venho acompanhando o progresso das obras ,e como morador também das bairro tem sido vitima também do descaso das autoridades,alegam que não tenho direito por ter adquirido o meu imóvel apos o cadastro,por motivo da grande discriminação social econômica e política estou morando de favo ,pois não me deram nenhum auxilio moradia ,aparro algum.

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