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PS Central continua com muita demora, confusão e falta de médicos…

Publicado Por | 22/02/2012 | 0
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Quarta-feira, 22 de fevereiro de 2012 – 21h22

Sufoco

Problemas no PS Central voltam a preocupar pacientes

Muita confusão, calor, demora no atendimento e falta de médicos e equipamentos. Segundo pacientes, esse era o cenário que se apresentava no Pronto Socorro (PS) Central de Santos, durante a manhã e tarde desta quarta-feira.

Créditos: Carlos Nogueira

Usuários reclamaram da falta de ventilador, termômetro e até do tempo de espera para ser consultado

Em função de algumas denúncias recebidas, A Tribuna foi a local e pode constatar que os usuários estavam insatisfeitos. Não bastassem as críticas, no momento que a Reportagem apurava os fatos, uma fileira de assentos cedeu, derrubando algumas pessoas que aguardavam atendimento. Ninguém se feriu no incidente.

Uma das mais revoltadas era a jornaleira Rosana Ramalho Lucchesi. “Só tem um médico para nos atender. Estou aqui há menos tempo, mas tem gente desde as 11 horas”. Vale salientar que a entrevista foi realizada por volta das 15 horas.

Ela disse ainda que estava sem expectativa de quando seria atendida e solicita ao poder público melhora nas condições do PS. “Nós pagamos por isso. Está incluso no imposto. Além da espera, não tem um ventilador na recepção. É triste demais”.

Créditos: Carlos Nogueira

Durante a tarde, apenas um médico realizava o atendimento dos pacientes

Gabriel de Lacerda Prado Neto diz que demorou cerca de 3h30 para ser chamado. Enquanto aguardava, ficou sentado no chão da unidade hospitalar. “Só havia um médico na hora que cheguei. Além disso, não tinha termômetro e, por isso, não mediram minha temperatura”.

Ele diz ainda que, na terça-feira, foi ao PS, pois já se sentia mal. “Viemos aqui e demorou a mesma coisa”, relata o paciente, que foi diagnosticado com faringite aguda.

O marceneiro Fabiano Gomes descreve que, sempre que precisa, vai para ao Pronto Socorro Central. Para ele, a situação é crítica. “Está piorando cada vez mais”, afirma, reclamando que estava há mais de duas horas para ser chamado.

No momento que a Reportagem estava no PS, integrantes da recepção disseram que três médicos atendiam no consultório. Porém, no início da tarde, apenas um profissional realizava a função, porque os demais foram deslocados para outras áreas da unidade, entre elas, a UTI, para atender casos de emergências.

Créditos: Carlos Nogueira

Um dos bancos do local chegou a ceder, derrubando usuários que aguardavam atendimento


Justificativa

A assessoria de imprensa da Secretaria de Saúde de Santos informa que o PS operou com a equipe completa, com seis médicos, sendo cinco clínicos gerais e um ortopedista.

Porém, na hora do almoço, houve um pico de atendimento de urgências e os profissionais foram deslocados para áreas internas da unidade (inclusive para a UTI) para atender aos casos mais graves, já que as emergências possuem prioridade. Com isso, um médico ficou no consultório por um determinado período.

Com relação ao termômetro, acredita-se na hipótese de falha de comunicação, pois não consta a falta desse tipo de equipamento no PS.

Por fim, a nota registra que a situação foi normalizada até o final da tarde.

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